martes, 13 de septiembre de 2011
Até antes da crise com a economia a tope para iniciar uma nova atividade, significando; abrir a empresa, escolher o local, conseguir as autorizações da atividade junto ao governo municipal e/ou estadual, era um trabalho complicado e burocrático que muitas vezes demandava a contratação de um especialista para providenciar toda a papelada. Recordo que nessa ocasião conversando com um empresário local me dizia; aqui existem 3 formas de você fazer;
1- Cria-se uma empresa instalando-se em um local e começando a trabalhar ( o que quase todos os empresários fazem).
2- Cria-se uma empresa, monta o local e entra com o pedido de autorização da atividade nos órgãos competentes e começa a trabalhar (esta opção foi a que eu escolhi).
3- Cria-se a empresa, monta o local, entra com o pedido de autorização da atividade nos órgãos competentes e somente depois de confirmada a autorização inicia com o negocio. Esta alternativa demandava um mínimo de 6 meses a 2 anos de prazo de espera. Isto quer dizer a loja era toda montada, mas para abri-la dever-se-ia esperar este prazo (era o correto, mas ninguém fazia).
Os fiscais do governo não davam conta de visitar novas instalações para autorizações de abertura chegando ao ponto de lojas estarem funcionando há 7 anos e ainda não tinham recebido a visita de vistoria para inicio das atividades. A fiscalização só funcionava na base da denuncia, isto quer dizer, se algum vizinho implicava com o local e fazia uma reclamação na prefeitura / policia local, o estabelecimento podia ser imediatamente fechado devido a falta de documentação. Apesar das complicações e riscos a economia estava muito aquecida e os empresários arriscavam muito; se seu negocio fosse fechado em aquele local imediatamente providenciava outro e continuava trabalhando. Com a crise financeira os pequenos empresários estão sendo aniquilados. Para sobrevivência pessoal, os pequenos empresários tem vendido e/ou arrendado seus negócios para imigrantes da China, do Paquistão, da Índia principalmente.
Nestes últimos 5 anos principalmente os imigrantes da China ganharam uma enorme fatia do mercado de pequenas empresas tradicionais espanholas (¨de toda la vida, de padre para hijo¨). Pouco a pouco os hábitos enraizados do espanhol de, por exemplo, dormir la siesta está caindo em desuso. Este ano de 2011 muitas empresas não fizeram férias coletivas.
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